28 de junho de 2009
7° Passeio Ciclístico Rodas da Paz - Eu fui!
Parabéns ao pessoal do Rodas pela organização, que foi excelente!
No mais, fiquei surpreso em ver o número de bicicletas dobráveis por lá. Até brinquei com um colega, dizendo que era só procurar um casal com 2 Dahons que com certeza seríamos eu e minha esposa. Ledo engano: vi pelo menos 3 casais assim, um inclusive equipado com duas Curves aro 16. Até Bromptons apareceram por lá!
Com a falta de espaço das habitações atuais, as dobráveis são uma tendência irreversível mesmo.
10 de junho de 2009
Aluguel de bicicletas em Brasília suspenso - e tem gente comemorando
A licitação de aluguel de bicicletas foi suspensa. Amém! Aluguel de bicicletas no DF parece a coisa mais ridícula que já passou por aqui, vamos combinar.
Os exemplos de Paris e São Paulo discordam.
Só queria entender: quem é que vai, em uma cidade geograficamente malvada com seus moradores, alugar uma bicicleta e sair para trabalhar para desafogar o trânsito?
A cidade é geograficamente excelente: relevo pouco acidentado, sete meses por ano de sol todo santo dia, e a baixa umidade do ar que faz com que você possa pedalar sem ficar todo suado. As "maldades" são construídas pelos habitantes daqui: as tesourinhas, as passarelas horrorosas sob o Eixão...
Alguém já parou para pensar que a maioria dos trabalhadores da cidade trabalham de terno ou roupa social? A maior parte desses funcionários “enternados” é funcionário público e jamais deixará o seu Civic para andar de bike por aí?
Existe uma grande invenção da humanidade tão velha quanto a gravata: o armário! Eu trabalho de terno e é lá (no trabalho) que os meus ficam. Gravatas podem ficar trancadas em alguma gaveta - todo servidor público que se preze tem uma. E eu não sei de onde ele tirou que "os servidores" andam de Civic. O salário com gratificações de um servidor de nível superior, com 10 anos de concurso, na carreira mais numerosa do serviço público é R$ 3.083,12.
Que os trabalhadores mais pobres da cidade mal têm dinheiro para pagar ônibus ou metrô, quem dirá para alugar um “camelo” para sair cidade afora?
Certo, mas entre o servidor do Civic (que não é nem de longe a maioria) e o faxineiro existe um mundo de gente. Além do mais, se a pessoa já tem que pagar R$ 3,00 para ir da Rodoviária até a Esplanada, por exemplo, de ônibus, ela pode pagar no aluguel da bicicleta, chegar mais rápido, e ainda fazer algum exercício.
Que nossos motoristas ainda não são educados para repeitar pedestres, tampouco ciclistas, e que correm o sério risco de aumentar o número de acidentes com eles?
Então, a cidade é dos motoristas. E quem quiser se arriscar que conte com sua própria sorte. O que vem primeiro: a eduação do motorista ou a ocupação da cidade pelos cidadãos? Acho que é mais fácil começar pela segunda opção.
Uma funcionária deste jornal, por exemplo, foi atropelada enquanto seguia a ideia do governo e usava bicicleta e ciclovia para vir trabalhar, há três semanas.
Parece que a culpa foi dela e/ou do governo, e não do motorista, que segundo o CTB tem o dever de proteger o ciclista.
6 de junho de 2009
Adeus, GM! (Por Michael Moore)
Link original: http://www.michaelmoore.com/words/message/index.php?id=248
Esta excelente tradução foi encontrada na Internet. Se você for o autor, identifique-se e eu terei imenso prazer em colocar seus créditos.
Escrevo na manhã que marca o fim da toda-poderosa General Motors. Quando chegar a noite, o Presidente dos Estados Unidos terá oficializado o ato: a General Motors, como conhecemos, terá chegado ao fim.
Estou sentado aqui na cidade natal da GM, em Flint, Michigan, rodeado por amigos e familiares cheios de ansiedade a respeito do futuro da GM e da cidade. 40% das casas e estabelecimentos comerciais estão abandonados por aqui. Imagine o que seria se você vivesse em uma cidade onde uma a cada duas casas estão vazias. Como você se sentiria?
É com triste ironia que a empresa que inventou a "obsolescência programada" – a decisão de construir carros que se destroem em poucos anos, assim o consumidor tem que comprar outro – tenha se tornado ela mesma obsoleta. Ela se recusou a construir os carros que o público queria, com baixo consumo de combustível, confortáveis e seguros. Ah, e que não caíssem aos pedaços depois de dois anos. A GM lutou aguerridamente contra todas as formas de regulação ambiental e de segurança. Seus executivos arrogantemente ignoraram os "inferiores" carros japoneses e alemães, carros que poderiam se tornar um padrão para os compradores de automóveis. A GM ainda lutou contra o trabalho sindicalizado, demitindo milhares de empregados apenas para "melhorar" sua produtividade a curto prazo.
No começo da década de 80, quando a GM estava obtendo lucros recordes, milhares de postos de trabalho foram movidos para o México e outros países, destruindo as vidas de dezenas de milhares de trabalhadores americanos. A estupidez dessa política foi que, ao eliminar a renda de tantas famílias americanas, eles eliminaram também uma parte dos compradores de carros. A História irá registrar esse momento da mesma maneira que registrou a Linha Maginot francesa, ou o envenenamento do sistema de abastecimento de água dos antigos romanos, que colocaram chumbo em seus aquedutos.
Pois estamos aqui no leito de morte da General Motors. O corpo ainda não está frio e eu (ouso dizer) estou adorando. Não se trata do prazer da vingança contra uma corporação que destruiu a minha cidade natal, trazendo miséria, desestruturação familiar, debilitação física e mental, alcoolismo e dependência por drogas para as pessoas que cresceram junto comigo. Também não sinto prazer sabendo que mais de 21 mil trabalhadores da GM serão informados que eles também perderam o emprego.
Mas você, eu e o resto dos EUA somos donos de uma montadora de carros! Eu sei, eu sei - quem no planeta Terra quer ser dono de uma empresa de carros? Quem entre nós quer ver 50 bilhões de dólares de impostos jogados no ralo para tentar salvar a GM? Vamos ser claros a respeito disso: a única forma de salvar a GM é matar a GM. Salvar a preciosa infra-estrutura industrial, no entanto, é outra conversa e deve ser prioridade máxima.
Se permitirmos o fechamento das fábricas, perceberemos que elas poderiam ter sido responsáveis pela construção dos sistemas de energia alternativos que hoje tanto precisamos. E quando nos dermos conta que a melhor forma de nos transportarmos é sobre bondes, trens-bala e ônibus limpos, como faremos para reconstruir essa infra-estrutura se deixamos morrer toda a nossa capacidade industrial e a mão-de-obra especializada?
Já que a GM será "reorganizada" pelo governo federal e pela corte de falências, aqui vai uma sugestão ao Presidente Obama, para o bem dos trabalhadores, da GM, das comunidades e da nação. 20 anos atrás eu fiz o filme "Roger & Eu", onde tentava alertar as pessoas sobre o futuro da GM. Se as estruturas de poder e os comentaristas políticos tivessem ouvido, talvez boa parte do que está acontecendo agora pudesse ter sido evitada. Baseado nesse histórico, solicito que a seguinte ideia seja considerada:
1. Assim como o Presidente Roosevelt fez depois do ataque a Pearl Harbor, o Presidente (Obama) deve dizer à nação que estamos em guerra e que devemos imediatamente converter nossas fábricas de carros em indústrias de transporte coletivo e veículos que usem energia alternativa. Em 1942, depois de alguns meses, a GM interrompeu sua produção de automóveis e adaptou suas linhas de montagem para construir aviões, tanques e metralhadoras. Esta conversão não levou muito tempo. Todos apoiaram. E os nazistas foram derrotados.
Estamos agora em um tipo diferente de guerra - uma guerra que nós travamos contra o ecossistema, conduzida pelos nossos líderes corporativos. Essa guerra tem duas frentes. Uma está em Detroit. Os produtos das fábricas da GM, Ford e Chrysler constituem hoje verdadeiras armas de destruição em massa, responsáveis pelas mudanças climáticas e pelo derretimento da calota polar.
As coisas que chamamos de "carros" podem ser divertidas de dirigir, mas se assemelham a adagas espetadas no coração da Mãe Natureza. Continuar a construir essas "coisas" irá levar à ruína a nossa espécie e boa parte do planeta.
A outra frente desta guerra está sendo bancada pela indústria do petróleo contra você e eu. Eles estão comprometidos a extrair todo o petróleo localizado debaixo da terra. Eles sabem que estão "chupando até o caroço". E como os madeireiros que ficaram milionários no começo do século 20, eles não estão nem aí para as futuras gerações.
Os barões do petróleo não estão contando ao público o que sabem ser verdade: que temos apenas mais algumas décadas de petróleo no planeta. À medida que esse dia se aproxima, é bom estar preparado para o surgimento de pessoas dispostas a matar e serem mortas por um litro de gasolina.
Agora que o Presidente Obama tem o controle da GM, deve imediatamente converter suas fábricas para novos e necessários usos.
2. Não coloque mais US$30 bilhões nos cofres da GM para que ela continue a fabricar carros. Em vez disso, use este dinheiro para manter a força de trabalho empregada, assim eles poderão começar a construir os meios de transporte do século XXI.
3. Anuncie que teremos trens-bala cruzando o país em cinco anos. O Japão está celebrando o 45º aniversário do seu primeiro trem bala este ano. Agora eles já têm dezenas. A velocidade média: 265km/h. Média de atrasos nos trens: 30 segundos. Eles já têm esses trens há quase 5 décadas e nós não temos sequer um! O fato de já existir tecnologia capaz de nos transportar de Nova Iorque até Los Angeles em 17 horas de trem e que esta tecnologia não tenha sido usada é algo criminoso. Vamos contratar os desempregados para construir linhas de trem por todo o país. De Chicago até Detroit em menos de 2 horas. De Miami a Washington em menos de 7 horas. Denver a Dallas em 5h30. Isso pode ser feito agora.
4. Comece um programa para instalar linhas de bondes (veículos leves sobre trilhos) em todas as nossas cidades de tamanho médio. Construa esses trens nas fábricas da GM. E contrate mão-de-obra local para instalar e manter esse sistema funcionando.
5. Para as pessoas nas áreas rurais não servidas pelas linhas de bonde, faça com que as fábricas da GM construam ônibus energeticamente eficientes e limpos.
6. Por enquanto, algumas destas fábricas podem produzir carros híbridos ou elétricos (e suas baterias). Levará algum tempo para que as pessoas se acostumem às novas formas de se transportar, então se ainda teremos automóveis, que eles sejam melhores do que os atuais. Podemos começar a construir tudo isso nos próximos meses (não acredite em quem lhe disser que a adaptação das fábricas levará alguns anos - isso não é verdade)
7. Transforme algumas das fábricas abandonadas da GM em espaços para moinhos de vento, painéis solares e outras formas de energia alternativa. Precisamos de milhares de painéis solares imediatamente. E temos mão-de-obra capacitada a construí-los.
8. Dê incentivos fiscais àqueles que usem carros híbridos, ônibus ou trens. Também incentive os que convertem suas casas para usar energia alternativa.
9. Para ajudar a financiar este projeto, coloque US$ 2,00 de imposto em cada galão de gasolina. Isso irá fazer com que mais e mais pessoas convertam seus carros para modelos mais econômicos ou passem a usar as novas linhas de bondes que os antigos fabricantes de automóveis irão construir.
Bom, esse é um começo. Mas por favor, não salve a General Motors, já que uma versão reduzida da companhia não fará nada a não ser construir mais Chevys ou Cadillacs. Isso não é uma solução de longo prazo.
Cem anos atrás, os fundadores da General Motors convenceram o mundo a desistir dos cavalos e carroças por uma nova forma de locomoção. Agora é hora de dizermos adeus ao motor a combustão. Parece que ele nos serviu bem durante algum tempo. Nós aproveitamos restaurantes drive-thru. Nós fizemos sexo no banco da frente - e no de trás também. Nós assistimos filmes em cinemas drive-in, fomos à corridas de Nascar ao redor do país e vimos o Oceano Pacífico pela primeira vez através da janela de um carro na Highway 1. E agora isso chegou ao fim. É um novo dia e um novo século. O Presidente - e os sindicatos dos trabalhadores da indústria automobilística - devem aproveitar esse momento para fazer uma bela limonada com este limão amargo e triste.
Ontem, a última sobrevivente do Titanic morreu. Ela escapou da morte certa naquela noite e viveu por mais 97 anos. Nós podemos sobreviver ao nosso Titanic em todas as "Flint - Michigans" deste país. 60% da General Motors é nossa. E eu acho que nós podemos fazer um trabalho melhor.
29 de maio de 2009
Obras nas vias do DF não resolverão congestionamento
O que acontece é muito simples: mais vias atraem mais empreendimentos imobiliários que atraem mais carros. Menos trânsito diminui o custo de dirigir o automóvel enquanto a passagem do transporte coletivo continua igual, provocando mudança do comportamento mesmo dos moradores antigos das regiões de influência da obra.
No Rio, por exemplo, a construção da Linha Amarela desafogou o trânsito por alguns meses, mas menos de dois anos após sua inauguração, já estava em obras de expansão novamente.
Parece que finalmente Brasília está se dando conta de que não haverá mais para onde expandir seu sistema viário, realidade que vemos no Rio, em SP, em BH. Vamos ver se, a partir dessa consciência, conseguimos entrar em uma trajetória de mudança, com transporte público melhor e mais barato, mais calçadas e mais ciclovias.
28 de maio de 2009
Táxi em Brasília ficará mais (!) caro
O valor por km não chegava a ser caro (também não era barato), mas a geografia urbana faz com que precisemos percorrer distâncias longas. Uma corrida do final de uma Asa* até a Zona Central dá 10 km. No RJ, isso equivale a ir do Largo da Carioca à Lagoa; em SP, da Sé a Congonhas.
Para tornar o táxi mais acessível por aqui, algumas empresas dão 30% de desconto para quem chama o veículo pelo telefone. Embora o GDF tenha tentado proibir isso (lobby, alguém?), ainda é possível achar o serviço mais barato.
No preço normal, uma corrida de 10 km na bandeira 1, sem muito trânsito, passará de R$ 18,00 para R$ 22,00.
Diz ainda a página da Secretaria de Transportes:
Será construída uma nova base para os taxistas. A Infraero vai destinar um lote de 20.000 m² para a instalação de um novo ponto de apoio.
Tradução: em vez de resolver o problema de transporte do aeroporto, o GDF quer oficializar as filas de 12 horas em que os taxistas ficam. E 20 mil m²? Haja táxi para esperar!
Mas o pior é esse trecho do Correio Braziliense:
Para Maria do Bonfim, presidente do Sindicato dos Taxistas, as mudanças vieram em boa hora. Em especial a que diz respeito ao reajuste das tarifas. “Ainda não é o ideal(...)"
Não é o ideal? Será que ela já ouviu falar no conceito de elasticidade-preço? Quanto mais caro o táxi fica, menos as pessoas vão andar nele...
Tabela com os novos valores publicada pela Secretaria de Transportes:
|
| Tarifa Antiga | Nova Tarifa |
| Bandeira 1 | R$ 1,40 | R$ 1,80 |
| Bandeira 2 | R$ 2,10 | R$ 2,18 |
| Bandeirada | R$ 3,30 | R$ 3,30 |
| Hora parada | R$ 18,00 | R$ 20,00 |
* As Asas Sul e Norte, em Brasília, são os bairros nobres vizinhos ao centro.
19 de maio de 2009
O papel da velocidade
O que me chamou a atenção é que não só toda a revista é recheada com anúncios de automóveis, como na página 51 - no verso da página que fala sobre os tais assassinatos - há um anúncio parabenizando os pilotos de uma certa corrida por terem sido os mais rápidos na categoria.
Afinal, velocidade é uma coisa boa, ou ruim? Os americanos costumam dizer: "the speed that thrills is the same that kills". Traduzindo: a velocidade que dá emoção (prazer) é a mesma que mata.
Em um país como o Brasil, onde a cidadania ainda tem que caminhar muito, a ênfase tem que estar no risco que a velocidade representa para nossos pedestres, nossas crianças, nossos idosos. Com todo respeito ao esporte - se é que operar uma máquina pode ser realmente considerado esporte -, dirigir rápido jamais poderia estar ligado a poder, sucesso e fama.
É de muito mau gosto parabenizar pilotos por essa conduta na mesma semana em que duas pessoas tiveram uma morte tão trágica e cruel.
24 de abril de 2009
Bicicletário no Conjunto Nacional
A notícia do blog do Transporte Ativo diz que há um shopping em Brasília que costuma expulsar os ciclistas de sua área, sem dizer qual é. Eu digo com todas as letras, porque já aconteceu comigo e com minha esposa: é o Pátio Brasil. Pior é que o shopping ainda se diz "ecológico".
Desnecessário dizer que eu não compro mais nada no Pátio, nem casquinha de sorvete. Todos os ciclistas deveriam fazer o mesmo.
3 de abril de 2009
Segurança real e psicológica
Em certos locais, a região se transforma mesmo, após a saída dos trabalhadores, em um polo de tráfico de drogas ou prostituição. Por exemplo, a "cracolândia", em SP; a Avenida Atlântica, no RJ; a via S2, entre o Setor de Diversões Sul e o Setor Hoteleiro Sul, em Brasília. Não vou discutir os problemas e soluções para a criminalidade, porque não é minha área.
Em outros lugares, o que impera não é a insegurança em si, mas a sensação de perigo. É assim na região da Praça da Sé, em SP; na Avenida Presidente Vargas, no RJ; na via W3 Sul, Brasília.
É curioso notar que nessas regiões passam grandes quantidades de carros e ônibus, mas pouca gente está por ali a pé ou de bicicleta. Isso gera um ciclo vicioso onde cada vez mais gente opta por se isolar desses locais e portanto maior fica a sensação de abandono e risco. E no fim das contas, quem pode, usa o automóvel.
Em termos de ações violentas, é mais seguro estar a pé que de carro. Mas o sentimento de insegurança por estar a pé, por estar "exposto", é uma coisa séria. Tão séria que muita gente a tomar uma decisão de compra de R$ 10, 20, 30 mil -- um carro que às vezes nem seria tão necessário -- tendo este fator como preponderante.
10 de março de 2009
Uso de transporte público nos EUA é o maior em 52 anos
O motivo? O preço da gasolina que "bateu recordes em 2008", chegando a R$ 2,50 o litro (US$ 4 por galão). Isso lá, porque aqui já é esse preço faz tempo.
O aumento do uso do transporte público foi também acompanhado por um declínio no número de km viajados em automóvel. A redução foi de 3,6% ou 174 bilhões de km.
Nada como mexer no bolso do pessoal. Notem que o aumento na demanda não foi causado por melhores ônibus, ou mais linhas de metrô, mas simplesmente pelo preço de usar o automóvel particular.
5 de março de 2009
Meu desafio intermodal particular
Para comprovar o quanto estamos próximos do caos, resolvi fazer meu próprio desafio intermodal. Saí de casa para o trabalho depois do almoço durante 4 dias no mesmo horário (13h50) usando um GPS de bolso. Vejamos como foram os resultados:
| Modo | Tempo (min) | Km percorridos | Velocidade média |
| A pé | 20 | 1,96 | 5,9 km/h |
| Bicicleta | 15 (inclui estacionamento) | 2,1 | 8,4 km/h |
| Carro (carona) | 14 (não inclui estacionamento) | 3,05 | 13,1 km/h |
| Transporte Coletivo | 18 | 0,40 a pé + | 17,0 km/h |
Interessante: o ônibus tem velocidade média maior, mesmo contando com o tempo de espera. Isso porque nesse caso ele só anda por vias maiores - não passa, por exemplo, nas comerciais, que são obrigatórias para sair de automóvel.
Não considero que a bicicleta perde para o carro nessa comparação - afinal, arrumar vaga em 1 minuto às 14h10 na área central de Brasília é tirar a sorte grande.
Em termos de custos, a tarifa do ônibus é R$ 2,00; 3 km de carro custam aproximadamente R$ 1,30 em combustível e manutenção de peças, desconsiderando os custos fixos do automóvel.