O valor por km não chegava a ser caro (também não era barato), mas a geografia urbana faz com que precisemos percorrer distâncias longas. Uma corrida do final de uma Asa* até a Zona Central dá 10 km. No RJ, isso equivale a ir do Largo da Carioca à Lagoa; em SP, da Sé a Congonhas.
Para tornar o táxi mais acessível por aqui, algumas empresas dão 30% de desconto para quem chama o veículo pelo telefone. Embora o GDF tenha tentado proibir isso (lobby, alguém?), ainda é possível achar o serviço mais barato.
No preço normal, uma corrida de 10 km na bandeira 1, sem muito trânsito, passará de R$ 18,00 para R$ 22,00.
Diz ainda a página da Secretaria de Transportes:
Será construída uma nova base para os taxistas. A Infraero vai destinar um lote de 20.000 m² para a instalação de um novo ponto de apoio.
Tradução: em vez de resolver o problema de transporte do aeroporto, o GDF quer oficializar as filas de 12 horas em que os taxistas ficam. E 20 mil m²? Haja táxi para esperar!
Mas o pior é esse trecho do Correio Braziliense:
Para Maria do Bonfim, presidente do Sindicato dos Taxistas, as mudanças vieram em boa hora. Em especial a que diz respeito ao reajuste das tarifas. “Ainda não é o ideal(...)"
Não é o ideal? Será que ela já ouviu falar no conceito de elasticidade-preço? Quanto mais caro o táxi fica, menos as pessoas vão andar nele...
Tabela com os novos valores publicada pela Secretaria de Transportes:
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| Tarifa Antiga | Nova Tarifa |
| Bandeira 1 | R$ 1,40 | R$ 1,80 |
| Bandeira 2 | R$ 2,10 | R$ 2,18 |
| Bandeirada | R$ 3,30 | R$ 3,30 |
| Hora parada | R$ 18,00 | R$ 20,00 |
* As Asas Sul e Norte, em Brasília, são os bairros nobres vizinhos ao centro.