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10 de fevereiro de 2012

Ônibus para a Embaixada dos EUA [mapa]

Muita gente vem de outros estados para Brasília só para tirar um visto americano. Apesar das promessas de abrir novos postos consulares, hoje apenas 3 outras cidades no Brasil oferecem o serviço: São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

Se você não mora em uma dessas 4 cidades, sem dúvida a opção mais prática é ir ao Rio de Janeiro: o Consulado é pertíssimo do Aeroporto Santos Dumont; mesmo que você pouse no Galeão, há ônibus entre os aeroportos por um preço razoável. Mas, por isso mesmo, as filas por lá costumam ultrapassar os 15 dias.

Em São Paulo, o Consulado não é tão longe de Congonhas. Atravesse a passarela em frente ao setor de embarque e pegue o 675I-10, sentido Terminal João Dias. Desça na Avenida Santo Amaro, parada Da Paz. Pousando em Guarulhos, prepare-se para uma longa viagem: pegue o ônibus 257 para a Estação Tatuapé, entre no metrô linha Vermelha sentido Barra Funda, desça na estação Anhangabaú; pegue o metrô linha Amarela sentido Butantã, desça na Estação Pinheiros; pegue o trem linha Esmeralda sentido Grajaú, desça na Estação Morumbi.

Se vier a Brasília, aproveite para dar um passeio, se possível, pois vale a pena conhecer a capital do seu País.

E finalmente, como chegar até a Embaixada: pegue qualquer ônibus que passe pela Esplanada dos Ministérios (no Aeroporto, pegue o ônibus Executivo 113). Na Esplanada dos Ministérios, peça para descer no Bloco F (Ministério do Trabalho e Emprego). Caminhe entre os blocos E e F, seguindo pelo estacionamento mesmo (respeito ao pedestre, para quê?). Localize a escada abaixo da passarela que liga o bloco F com seu anexo. Desça e atravesse na faixa de pedestres - faça sinal com a mão, e os carros irão parar (agora sim, o respeito ao pedestre!). Contorne o edifício anexo e entre na 1ª rua à direita. Passando a Praça Portugal, você chegará ao portão principal da Embaixada. No total, são 700 metros, uns 10 minutos de caminhada.

Aviso importante: equipamentos eletrônicos, inclusive celulares, não devem ser levados para a Embaixada ou Consulado. Portanto, imprima o mapa abaixo.

6 de janeiro de 2012

Ônibus da Rodoviária para o Aeroporto de Brasília [fotos][atualizado em 2016 - UberX com desconto]

Várias pessoas já me pediram ajuda sobre como chegar da Nova Rodoviária de Brasília ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, e vice-versa.

Por isso, aí vão instruções detalhadas:

Observações Gerais
  • De UberX sua viagem normalmente custará cerca de R$ 20. Essa é sem dúvida a melhor relação custo-benefício hoje, considerando tempo e conforto. Se você nunca usou o Uber, sua primeira viagem pode sair até de graça! Obtenha R$ 20 de desconto clicando aqui ou inserindo o código promocional fovrs no aplicativo. Você só precisa de um cartão de crédito e do aplicativo instalado em um celular Android, iPhone ou Windows Phone.

Mas se você ainda quiser se aborrecer com o transporte público de Brasília...:
  • A tarifa do metrô é R$ 3,00 nos dias úteis, e R$ 2,00 nos finais de semana e feriados R$ 4,00 todos os dias. Funciona de 06h às 23h30 de segunda a sábado, e 07h e 19h domingos e feriados.
  • O ônibus executivo (nº 113) custa R$ 8,00 R$ 10,00 e funciona de 06h30 às 23h todos os dias.
  • A tarifa do micro-ônibus nº 11 é R$ 2,00 R$ 3,00 e ele circula de 07h às 19h nos dias úteis.
  • Um táxi nesse percurso, sem congestionamento, custa cerca de R$ 22 R$ 32 (bandeira 1) e R$ 27 R$ 40 (bandeira 2).
  • Um radiotáxi, que deve ser chamado pelo telefone, custa R$ 18 R$ 24 (bandeira 1) e R$ 20 R$ 32 (bandeira 2).
  • Como os bons de matemática já perceberam, com 2 pessoas já vale a pena optar pelo radiotáxi em vez do ônibus executivo, nos horários mais tranquilos.
  • É previsível encontrar congestionamento nos dois sentidos, nos horários de pico da manhã (07h-08h30) e da tarde (18h-19h30).
  • Sem trânsito e de táxi o trajeto demora cerca de 15 minutos. De radiotáxi, acrescente-se o tempo de espera do veículo, que varia muito com dia, horário e empresa escolhida, podendo chegar a 30 minutos.
  • Em transporte público, calcule por segurança 1 hora, já que os ônibus do aeroporto têm intervalo médio de 30 minutos.

Da Rodoviária ao Aeroporto
1) Ao chegar na Rodoviária Interestadual você verá a Estação Shopping, logo ao lado.
2) Na Estação Shopping, pegue qualquer metrô no sentido Central.
3) Desça na segunda parada, na Estação 114 Sul.
4) O micro-ônibus nº 11 para na saída "Eixo L", que é a primeira saída do corredor à esquerda. Se você saiu num lugar entre duas pistas de automóveis e com um monte de nada do outro lado da pista menor, não se preocupe, é lá mesmo. (Se você passar da saída, vai estar ao logo ao lado de um enorme gramado, nesse caso, você estará do lado errado do Eixo.)
5) Alguma pessoa que não gosta da população decidiu que o ônibus Executivo e o micro-ônibus não poderiam parar no mesmo lugar. Então, se a sua opção for pelo Executivo, procure a saída "EQS 114/115", que é a última no corredor à direita, em frente ao McDonald's.
6) Depois de pegar o ônibus, é só descer no aeroporto! Boa viagem!

Do Aeroporto à Rodoviária1) No aeroporto, localize os portões 1-4 de desembarque. Os pontos de ônibus ficam em frente, tanto o normal quanto o executivo.
2) Pegue o micro-ônibus nº 11 ou o executivo nº 113.
3) Primeiro, você passará por uma rotatória (balão) cheia de flores no meio um mergulhão horroroso (legado da Copa), 2 km depois por um trevo rodoviário que é no meio do nada. Em seguida, você verá outro enorme trevo com vários viadutos, que é o início do Eixo Rodoviário Sul, já próximo aos prédios residenciais. Quando avistar os primeiros prédios residenciais (são os blocos de 6 andares, típicos do Plano Piloto), dê sinal para desembarcar. (Se por acaso perder o ponto, não se desespere! Há outra estação de metrô na próxima parada...)
4) Entre na estação de metrô, e procure os trens que seguem para Ceilândia ou Samambaia. Qualquer das linhas servirá, pegue o primeiro que passar.
5) Desça duas paradas depois, na estação Shopping.
6) Ao sair da estação, a Rodoviária estará à sua direita. Boa viagem!

Essa é a "cara" do micro-ônibus:


Fonte: http://www.viagensvamosnessa.com.br/


O ônibus executivo é assim:

Fonte: http://meutransporte.blogspot.com/2011/05/populacao-nao-conhece-linha-do.html

Finalmente, a entrada da estação 114 Sul perto da parada de ônibus:


Fonte: wikimapia.

18 de julho de 2009

Metrô x Esplanada: a integração que não deu certo

Há algum tempo, nesse post aqui, eu sugeri que os ônibus que vão para a Esplanada parassem mais próximos ao metrô na Rodoviária do Plano Piloto. Como, ainda bem, eu não sou a única pessoa que tem boas ideias, assim que começou a funcionar a integração tarifária, as linhas foram colocadas em frente à saída do metrô.

Já diz o ditado: de boas ideias o inferno está cheio. Nessa semana, as linhas integradas da TCB voltaram para o extremo oposto da Rodoviária. Motivos: o acesso do Eixo Monumental à Rodoviária é mais fácil por aquele lado e a plataforma perto do metrô vive congestionada com a saída dos ônibus de mais duas plataformas atrás dela.

Eu podia fazer o papel de blogueiro chato, e dizer que tem que ter faixa exclusiva, tem que otimizar o uso da Rodoviária e não colocar o pobre usuário para atravessar a pé o terminal. Mas eu sei o quanto essas soluções são difíceis em curto prazo. Acho que valeu a tentativa. Não deu agora, mas mostra uma boa possibilidade no futuro.

16 de fevereiro de 2009

DF: Linhas transversais, urgentemente!

Toda cidade com um sistema de transporte um pouco mais sofisticado tem quatro tipos de linhas:
1) as radiais, que ligam bairro a centro;
2) as diametrais, que ligam bairro a bairro passando pelo centro;
3) as transversais (ou interbairros), que ligam bairro a bairro sem passar pelo centro;
4) as locais, que ligam bairros a um subcentro mais próximo.

Em qualquer sistema, é comum, por razões históricas, a predominância de linhas radiais sobre as demais. A operação das diametrais começa a ficar difícil quando o trânsito do centro fica saturado. As locais são fruto muitas vezes de incursões do transporte "alternativo". Já as transversais são relegadas a segundo plano. É assim em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte.

Em Brasília, é um pouco pior.

Tirando as linhas radiais, que são muitas, mas com frotas pequenas, há realmente poucas opções.

As poucas linhas diametrais são tímidas, limitando-se a ir ao Terminal Asa Sul quando vêm da Saída Norte ou ao Terminal Asa Norte quando vêm da Saída Sul. Ambos os terminais ainda são dentro do Plano Piloto, onde fica a Zona Central. Não existe, por exemplo, uma linha Sobradinho - Guará, ou São Sebastião - Taguatinga.

As linhas locais são praticamente restritas às que vão a Taguatinga Centro, praticamente o único subcentro que existe no Distrito Federal.

Faltam muitas linhas transversais, principalmente em trajetos curtos. Depois perguntam por que o brasiliense anda tanto de carro. O ônibus que faz o trajeto da 402 Norte à 502 Sul (136.7) passa de 45 em 45 minutos para um trajeto que não demoraria 15 minutos. Como faço para ir de Águas Claras ao vizinho Guará II? Se houvesse integração, ok, pelo menos no horário do metrô. Mas e se eu não quiser pagar R$ 5 pelo trajeto de 6 km? Mais um carro para congestionar a EPTG.

E há casos piores, que só se resolvem com novas linhas mesmo. Como fazer para ir da 608 Norte (ou Sul) à 708 Norte (ou Sul)? São 2 km a pé ou 9 km de ônibus -- escolha ingrata, não? Do Sudoeste para o Aeroporto? De carro, 12 km; de ônibus, 24. Da QI 9, no Lago Sul, para a Esplanada? Para a elite motorizada, 6 km; para o resto de nós, 15.

Eu sei, eu sei, estamos todos esperando o Brasília Integrada. Vamos ver se ele resolverá o problema. Se as linhas forem só as que estão aí, a resposta é não.


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608 Norte a 708 Norte


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Sudoeste - Aeroporto: de carro, fácil.


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Sudoeste - Aeroporto: já de ônibus...


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QI 9 - Esplanada: a ponte é só pra quem tem carro.


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QI 9 - Esplanada: quem não tem, dá a volta.

2 de janeiro de 2009

Feliz Ano Novo sem carro!

Nota: Precisei ficar sem escrever no blog algumas semanas, mas estou de volta.

Pela primeira vez, passei o Ano Novo em Brasília, onde moro. Normalmente, eu iria para o Rio de Janeiro.

Ir para o Rio é quase uma garantia de passar o réveillon sem carro, a não ser que você queira se aborrecer bastante. Há 3 anos atrás, resolvi ir de carro para Copacabana. Deixei minha esposa no apartamento de uns amigos e fui procurar vaga para estacionar. Tive que dirigir até o Catete (5 km) para encontrar uma. Isso porque tive sorte.

Esse ano, fomos para a Esplanada dos Ministérios. Não pela música, mas pelos fogos. O GDF previa 400 mil pessoas. É gente à beça. Na Rodoviária, tinha ônibus, é claro, vindos das cidades satélites. Mas quem mora no Plano Piloto tinha que ir a pé ou de carro. Fui a pé e em meia hora de caminhada, não vi um ônibus sequer.

O resultado foi o previsível. Milhares de carros para estacionar. O problema não foi exatamente falta de vagas -- infelizmente, a Esplanada é um grande estacionamento hoje em dia. O problema é que os motoristas, folgados como sempre, não queriam parar nas vagas mais distantes.

E aí começou o caos. Centenas de carros estacionados em cima das calçadas. Sobre os viadutos da L2, mais algumas dezenas. Outros tantos pararam nos gramados dos acessos. Teve gente estacionada até no ponto de ônibus. (Não, não é em frente ao ponto de ônibus. Foi dentro do ponto de ônibus mesmo.)

Fiquei feliz por ter ido a pé. Quer coisa pior que começar o ano já dando uma de espertinho?

11 de novembro de 2008

Propaganda de motos dentro do ônibus (!)

Outro dia eu estava no ônibus aqui em Brasília quando vejo, na parte traseira interna, um anúncio dizendo: "Compre sua moto em 48x".

Essa pra mim é novidade. Eu queria saber em que outro ramo de negócios o empresário faz ou deixa que façam propaganda de seu concorrente.

Em todo lugar são comuns busdoors com propagandas de automóveis ou serviços relacionados. Aparentemente, o público-alvo disso não são os usuários do transporte coletivo, mas os motoristas presos no congestionamento. O que é questionável, já que quem está no ponto de ônibus também fica exposto aos anúncios enquanto espera sua linha, mas tudo bem.

Agora, "compre uma moto" dentro do ônibus é no mínimo um contra-senso. Mesmo porque o valor das parcelas acaba sendo tentador para quem paga R$ 6,00 por dia para se deslocar.

8 de outubro de 2008

FÁCIL? Tá difícil...

Como grande fã de tudo que torna a vida mais fácil, fui ontem retirar meu Cartão Cidadão no Fácil DF. Nada mais de carregar dinheiro para pagar ônibus, nada de troco. Até aí tudo bem.

O problema é que, ao contrário de qualquer lugar inteligente do mundo, a passagem em Brasília custa mais caro no cartão do que em dinheiro. Ao comprar créditos na Internet, a passagem de R$ 2,00 sai por R$ 2,06 e a de R$ 3,00 por R$ 3,09.

Como o Fácil DF é uma entidade "sem fins lucrativos" formada pelas empresas de ônibus, fica a pergunta: o GDF autorizou o aumento? Ou pelo menos sabe que as empresas estão cobrando mais? O art. 4º, § 1º, a portaria da SETRANS que estabelece a bilhetagem eletrônica fala em estrutura tarifária que incentive o uso do cartão. O que existe hoje é o contrário e ninguém parece se importar.

30 de setembro de 2008

Outro problema da moto: poluição

Além de ser mais caro do que o ônibus, conforme demonstrado no meu último post, a moto tem um problema adicional: poluição.

De acordo com dados do Ministérios das Cidades (pág. 23 desta publicação), a motocicleta média brasileira polui 120% a mais do que o carro. E olha que nossos carros não são exemplo para ninguém (talvez para a Índia). Eles poluem 6,4 vezes mais do que os ônibus.

O problema das motos é que os motores são simples e de baixa tecnologia; não têm injeção eletrônica, nem catalisador e não funcionam a álcool.

Entendo que a moto tem vantagens em tempo, conveniência, e potencialmente custo (se carregar 2 passageiros). Mas para cada pessoa que trocar o ônibus pela moto por qualquer motivo que seja, temos 14 (catorze!) vezes mais poluição.

E para quem ainda acha que moto é solução para o engarrafamento, saiba que a moto ocupa apenas 50% a menos de espaço na via que um carro. Isso significa, por passageiro, 4,2 vezes mais congestionamento do que provoca um ônibus.

26 de setembro de 2008

O que é mais barato: moto ou ônibus?

Essa semana, saiu na imprensa em vários jornais, entre eles Folha de São Paulo e Infomoney, uma pesquisa da ANTP que diz que andar de moto é mais barato que andar de ônibus.

Eu não sei qual foi a metodologia usada pela ANTP (procurei no site deles e não encontrei maiores detalhes), mas vendo o valor que eles colocaram para a viagem de carro, desconfio do resultado.

A tal pesquisa diz que uma viagem de carro de 7 km custa R$ 4,84. A mesma viagem de moto custaria R$ 1,49 e de ônibus R$ 1,96 (bem perto do custo em Brasília: R$ 2,00).

O preço da viagem de carro me parece bastante subestimado. Vou assumir que a pessoa faz a tal viagem de 7 km, ida e volta, 1 vez por dia, todos os dias. Claro que o valor final depende do tipo de carro, então fiz 3 cenários: um carro zero 1.4, um seminovo 1.0 e um usado.

Depois de ver que R$ 4,84 está grosseiramente subestimado, fiz também o cenário para moto. Considerei que moto não paga estacionamento nem seguro. Mesmo assim, o passeio de motoca ainda sai 66% mais caro do que o ônibus -- e mais do que o dobro do que tinha previsto a ANTP.


Novo 1.4 Semi 1.0 Usado Moto
Valor do veículo R$ 35.000 R$ 20.000 R$ 12.000 R$ 6.000
Consumo cidade km/l 10 12 7 25
Gasolina R$ R$ 67,20 R$ 56,00 R$ 96,00 R$ 26,88
Manutenção % 40% 60% 80% 60%
Manutenção R$ R$ 26,88 R$ 33,60 R$ 76,80 R$ 16,13
Depreciação ao ano 25% 20% 15% 15%
Depreciação R$ R$ 729 R$ 333 R$ 150 R$ 75
Juros do capital (1% am) R$ 350 R$ 200 R$ 120 R$ 60





Seguro (c/ gar. - 8% ao ano) R$ 233 R$ 133 R$ 80 R$ -
IPVA (3% ao ano) + DPVAT R$ 94 R$ 57 R$ 37 R$ 22





Estacionamento (res.+trab.) R$ 150 R$ 150 R$ 150 R$ -





TOTAL MENSAL R$ R$ 1.650,75 R$ 962,93 R$ 709,47 R$ 199,67
Total por viagem R$ 27,51 R$ 16,05 R$ 11,82 R$ 3,33

24 de setembro de 2008

Metrô x Esplanada: o que falta para integrar?

Até o mês passado, a desculpa do GDF era que os veículos da TCB (aqueles roxos) não tinham o padrão de conforto "necessário" para serem integrados ao metrô. Agora que os ônibus são novinhos, com ar condicionado e acesso para cadeiras de roda, minha pergunta é: o que falta para integrar a Estação Central com a Esplanada dos Ministérios?

"Falta o Brasília Integrada", dirá a Secretaria de Transportes. É uma meia-verdade. Vejamos por quê. Existem 3 tipos de integração: física, tarifária e operacional.

Integração física é simplesmente colocar uma linha perto da outra, ou duas linhas passando pelo mesmo ponto de parada. Por exemplo, quando o São Sebastião - W3 Sul (147.2) pára na Estação Asa Sul, ali há uma integração física.

Integração tarifária é fazer com que andar em mais de um veículo custe menos do que a soma dos tarifas individuais. É o que acontece em SP: a passagem de ônibus custa R$ 2,30, a de metrô R$ 2,40, mas uma viagem em ambos os modos, em vez de R$ 4,70, custa R$ 3,65.

Integração operacional é criar uma lógica entre modos, trajetos, preços e horários de forma a tornar a utilização do transporte coletivo mais eficiente.

Volto ao caso Metrô x Esplanada. A integração tarifária seria mais fácil com o Brasília Integrada, sem dúvida, mas o Metrô-Rio tem tido experiências exitosas com bilhetes de integração em papel. Inclusive, em algumas linhas, não se cobra nada a mais do usuário.

A integração física, então, não depende em absolutamente nada do Brasília Integrada. É claro que a Estação Central fica embaixo da Rodoviária do Plano Piloto e isso por si só já serve como uma integração. Mas poderia ser muito melhor.

As linhas que fazem a continuação natural da viagem de quem chega de metrô à Rodoviária, por algum motivo esdrúxulo, ficam todas do lado oposto ao da Estação Central. "Sempre foi assim" não é motivo para continuar do mesmo jeito.

Para quem é homem, como eu, uma caminhada de 4 ou 5 minutos pelo terminal não é agradável, mas não chega a ser um problema. Para uma mulher jovem, arrumada para o trabalho, de salto alto e tudo, a história é outra. Ainda mais com a triste presença constante de crianças e adolescentes já viciados em drogas por ali.

A solução: tirar da Plataforma C (a que é em frente ao metrô) os ônibus de Taguatinga e Ceilândia. O metrô já vem dessas cidades, portanto o número de passageiros do metrô que embarca nessas linhas é zero. No lugar delas, colocar o Rodoviária - Esplanada (108), o L2/W3 Norte (115), o W3/L2 Norte (116), o UNB (110), e, se não for pedir muito, um circular para o Eixo Norte.

Difícil? Não. Nenhuma obra é necessária. Os acessos que estão lá servem perfeitamente. É só trocar meia dúzia de placas de lugar. Então, o que é que está faltando?